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Cristiny On Line
Hoje, Marco Antonio, meu filho mais velho, foi pra cidade
de Taubaté assistir ao show da banda Capital Inicial.
Bem, fiquei eu aqui morrendo de inveja, pois gosto muito
da banda e adoro a voz do vocalista, Dinho Ouro Preto.
Mas fazer o que, não tinha com quem deixar meus pequenos,
então espero ansiosa a volta dele pra me contar como foi o show.
Aproveitando então, vou deixar uma das melodias
que eu mais gosto.
Fogo
Dinho Ouro Preto e Bozzo Barreti
Você é tão acostumado
A sempre ter razão
Você é tão articulado
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou toda torpor
É tão certo quanto o calor do fogo
É tão certo quanto o calor do fogo
Já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Participo do seu jogo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Você sempre surpreende
Eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim,
Eu continuo
Porque a chuva não cai só sobre mim
Vejo os outros
Todos estão tentando
E é tão certo quanto o calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Participo do seu jogo,
Participo do seu jogo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto o calor do fogo
É tão certo quanto o calor do fogo
Já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Momento Nostalgia
Hoje o momento nostalgia é de muita emoção pra mim, pois
simplesmente sou apaixonada pela voz e interpretação do
querido cantor Jessé.
Jessé Florentino Santos, nasceu em 25/04/1952 na cidade de Niterói/RJ,
mas foi criado em Brasília.
Em São Paulo atuou como crooner em boates.
Nos anos 70 participou dos grupos Corrente de Força e Placa Luminosa,
animando bailes por todo o Brasil.
Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo
de Tony Stevens.
Foi revelado ao grande público em 1980,
no Festival MPB Shell da Rede Globo
com a música Porto Solidão, que foi o seu maior sucesso.
De voz muito potente, no decorrer de sua carreira gravou 12 discos.
Morreu aos 40 anos, em 29/03/1993 de traumatismo craniano
sofrido num acidente de carro em Ourinhos/SP, quando se dirigia
ao Paraná para fazer um espetáculo.
Eu tenho vários CDs dele, mas a música que eu vivo
colocando bis, é a que vou deixar aqui hoje.
A composição é de Mário Maranhão, Mário Marcos e Maxcilliano.
Campo Minado
Já andei por tantas terras
Já venci mil guerras
Já levei porradas, dominei meu medo
Já cavei trincheiras no meu coração
Descobri nos pesadelos, sonhos mutilados
E acordei no meio de anjos cansados
De serem usados pela solidão
Ah, meu coração é um campo minado
Muito cuidado ele pode explodir
E se depois de tão dilacerado
For desarmado por quem há de vir
Alguém que queira compensar a dor
Plantar o sonho e ver nascer a flor
Alguém que queira então me residir
E explodir meu coração de amor.
Agora uma gravação dele como Tony Stevens.
Tony Stevens - If You Could Remember
If you could remember
Remember days of our lives
We spent in height
Like on a love which never dies
If you could remember
Remember lips touching warm
Turning to one remember
Falling stars of love
But remember love is pain
My eyes are filled with tear drops
Memories are coming back
Bringing the songs of yesterday
Can't you remember love
The grass was greener
The sky above so blue
There was no rain
Laughing, loving, was our way of life
Please tell me that you
Remember love
Quando dói o coração
Letícia Thompson
Quando dói o coração, todo o corpo dói.
Porque permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro
da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós
quando partem?
Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto
em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?
Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe
a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão,
como quem se fascina com uma miragem.
Mas não nos satisfaz olhar.
Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir,
ao risco de nos afogar...e mergulhamos inteiramente.
Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas
e decepções, pois só de pensar já é doloroso.
Dói...dói...dói e dói...Mas isso não vai nos impedir
de continuar, não vai nos impedir de viver.
Pedaços de nós são ainda parte de nós e ninguém disse
que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.
Isso é vida!
Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé,
cabeça erguida na direção do desconhecido e
peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.
Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras
nos grandes momentos de aflição e dor.
Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você, tirando
partido de suas decepções.
Construa-se!
Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor,
mas aquele amor que não foi digno de você.
E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos,
não se esquive do caminho.
Caminhe!
Amanhã talvez seja diferente.
E talvez não.
Mas entre subidas e descidas, você vai ter sobrevivido.
E vai ter, sobre tudo, vivido.
Música:
Oswaldo Montenegro - Vamos Celebrar
Vamos Celebrar
Eu gosto de andar pela rua, bater papo, de lua
e de amigo engraçado
Eu gosto do estilo do Zorro, o visual lá do morro
e de abraço apertado
Eu gosto mais de bicho com asa, mais de ficar em casa
e mais de tênis usado
Eu gosto do volume, do perfume, do ciúme,
do desvelo e do cabelo enrolado
Eu gosto de artistas diversos,
de criança de berço e do som do atchim
Eu gosto de trem fora do trilho
de andar com meu filho e da cor do marfim
Tem gente, muita gente que eu gosto
que eu quase aposto que não gosta de mim
Eu gosto é de cantar:
Vamos celebrar, vamos celebrar
Eu gosto de artista circense, de artista que pense,
de artista voraz
Eu gosto de olhar para frente,
mas de amar para sempre o que fica pra trás
Eu gosto de quem sempre acredita
a violência é maldita e já foi longe demais
Eu gosto do repique, do atabaque,
do alambique, badulaque, do cachimbo da paz
Eu gosto de inventar melodia,
da palavra poesia e de palavra com til
Eu gosto é de beijo na boca,
de cantora bem rouca e de morar no Brasil
Eu gosto assim do canto do povo,
e de tudo que é novo e do que a gente já viu
Eu gosto é de cantar:
Vamos celebrar, vamos celebrar
Eu gosto de atores que choram ali por nós,
e namoram ali por nós na tv
Eu gosto assim de quem é eterno,
e de quem é moderno e de quem não quer ser
Eu gosto de varar madrugada,
de quem conta piada e não consegue entender
Eu gosto da risada, gargalhada,
da beleza recriada pra que eu possa rever
Eu gosto de quem quer dar ajuda,
e acredita que muda o que não anda legal
Eu gosto de quem grita no morro
que a alegria é socorro e que miséria é fatal
Eu gosto do começo, do avesso,
do tropeço do bebum que dança no carnaval
Eu gosto é de cantar:
Vamos celebrar, vamos celebrar
Eu gosto é de ver coisa rara,
a verdade na cara é do que gosto mais
Eu gosto porque assim vale a pena
a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais
Eu gosto é que Deus cante em tudo,
e que não fique mudo, morto em mil catedrais
Eu gosto é de cantar:
Vamos celebrar, vamos celebrar.